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Sem saber se vai amar

Minha garganta está seca e meus pulmões suplicam por ar... Como cheguei a essa situação? Perguntas sem respostas, é tudo o que eu sei fazer. Chorar sem parar, não me proporciona um alivio, só faz o meu coração doer.
Procuro músicas semelhantes ao momento que estou vivendo, e encontro simples palavras, pequenos versos, cada um, de um gênero diferente, que para o meu espanto, retratam um momento que já vivi, o momento que estou vivendo... São dores reais, ou apenas comerciais? Ao realizar essa pergunta, descobri que ainda existe esperança. Esperança essa, de que essas letras, e os pequenos versos expostos, sejam experiências já vividas pelos seus compositores. Não, eu não desejo essa dor a ninguém! Perguntei pelo simples motivo, de querer saber se existe cura, ou se o caminho para esse sofrimento, não é aquele que poderia considerar plausível.
Entreguei meu coração, puro, sem medo, mágoas ou frustrações. Sem saber se de propósito, ou apenas por distração da minha companheira, ganhei um presente! Algo embrulhado de forma rústica, derramando um liquido vermelho. Fiquei com receio de abrir, mas como era um presente, não hesitei, e abri com tamanha alegria, esperando algo bom. Após reparar com espanto, pude perceber que aquilo, embrulhado em um papel rústico, era o meu coração, e que o liquido que estava sendo derramado, era o sangue do mesmo escorrendo... Como ele voltou? Da pior forma possível que um coração pode viver; sem saber se um dia terá a capacidade de amar novamente...

 

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